Historial

O Clube de Monteiros do Norte foi fundado em Outubro de 2000 com 20 sócios.
Com orgulho, o CMN tem entre os seus fundadores e teve já também na sua Direcção mulheres monteiras.
 


No Norte e Centro do País, área predominante, mas não exclusiva, da acção do Clube de Monteiros do Norte, há uma realidade distinta do Alentejo, não só pela diferente configuração do terreno, mas sobretudo pela tradição na forma de montear, de organizar as montarias e armar as manchas.
Com o rápido incremento do javali como espécie cinegética, as montarias e batidas começaram a surgir por toda a parte, como os cogumelos, promovidas por juntas de freguesia, particulares e outras entidades sem um mínimo de conhecimentos técnicos e capacidade organizativa, tanto na escolha e preparação das manchas, como especialmente e sobretudo em questões de segurança.

Perante esta nova realidade, sentiu-se fortemente a necessidade de um espaço de encontro aberto para os amantes da caça maior poderem caçar de uma forma organizada, em segurança, preservando e difundindo o espírito da ética na caça maior.

Organização, segurança, espírito de ética – as razões que estiveram na base da criação do CMN como um espaço aberto aos amantes da caça maior.

Por isso um grupo de monteiros, predominantemente do Norte, avançou para a criação do CMN, que não foi criado contra nada nem contra ninguém, mas para colmatar aquela enorme lacuna, e que está aberto ao diálogo com todos os amantes e defensores da caça maior numa perspectiva ética e organizada.

Não somos uma elite fechada, mas queremos ser uma referência.
Por outro lado, para aqueles sócios que nisso têm interesse e disponibilidade, promovemos e proporcionamos montarias ao javali ou mistas a veados e javalis, sempre abertas a não sócios, e ainda para os sócios proporcionamos esperas nocturnas ao javali e caça selectiva e de aproximação aos veados organizadas por entidades de reconhecida idoneidade e capacidade, em condições vantajosas.

A acção do Clube de Monteiros do Norte estende-se assim por todo o País, e nestes poucos anos de existência promovemos a organização de inúmeras montarias ao javali e aos veados, movimentamos nessas acções milhares de caçadores.

Queremos contribuir para o imperioso ordenamento da caça maior, que se vem fazendo deforma anárquica, sobretudo no aspecto organizativo.

A caça maior está em acelerada expansão, o que é um factor de desenvolvimento da vida e do espaço rural, mas para tal é imperiosa a necessidade de organização e de qualidade, sob pena do seu rápido descrédito, no que o CMN tem dado o seu contributo, preferencialmente em colaboração e com o apoio das entidades e autarquias da sua área de actuação.

Devido à profunda preocupação com a segurança nas montarias, grande problema sobretudo aqui no Norte, e como primeiro passo concreto e pioneiro o CMN criou um colete colorido e reflector, com o símbolo do Clube, e a obrigatoriedade do seu uso nas montarias do Clube, por monteiros e matilheiros, medida esta já obrigatória na maioria dos países europeus.

O CMN criou, em homenagem póstuma ao saudoso companheiro Vitor Monteiro, um dos mentores da criação do Clube, os troféus a que se deu o seu nome e destinados a premiar anualmente o monteiro do ano, a melhor mancha e a melhor matilha.

O CMN entende ser urgente a criação de uma regulamentação própria para a caça maior nas suas diferentes modalidades e para as diversas espécies, e desde já com carácter de urgência no que respeita ao javali, o que terá de ser feito em estreita colaboração entre as entidades tutelares e as organizações representativas dos caçadores de caça maior, para tal se disponibilizando.
Por essa razão, o CMN tem participado activamente em simpósios, acções de formação, mostras, feiras e exposições de caça.
O CMN considera ser um aspecto muito descurado e por isso urge incentivar e apoiar activamente o fomento das raças de cães tradicionalmente utilizados na caça maior.