CMN atribui prémio de mérito ao eurodeputado Nuno Melo

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A homenagem decorreu, no passado sábado, durante o Jantar Anual de Entrega de Prémios do Clube de Monteiros do Norte (CMN).

O prémio de Mérito CMN foi instituído em 2016 e distingue uma personalidade ou entidade pelo seu relevante contributo para a promoção e desenvolvimento da caça, da caça maior em particular e da conservação da vida selvagem. Este Ano foi entregue ao eurodeputado Nuno Melo pelo trabalhado desenvolvido no Parlamento Europeu.
“Sinto-me muito honrado com este prémio. O trabalho político que eu desempenho no sector da caça e até do mundo rural tem a ver com um gosto e uma prática que é antiga e até familiar. Tive oportunidade recentemente de convidar representantes do CMN e de outras entidades para visitarem o Parlamento Europeu e contactarem com pessoas ligadas ao sector no plano europeu. Talvez por isso e pelo trabalho desenvolvido na directiva das armas me tenham distinguido, o que me orgulha muito”, considera Nuno Melo.
Foi eleito por deliberação unânime da direcção do Clube por ser um intransigente defensor dos direitos da caça e dos caçadores no âmbito de vários cargos que tem desempenhado. Lutou e luta porque acredita que a caça é um importante motor para a economia rural e nacional em toda a Europa.
Nuno Melo recebeu o prémio das mãos do presidente do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), Rogério Rodrigues, personalidade distinguida com o mesmo galardão no ano anterior.
No discurso de abertura da cerimónia de entrega de prémios o presidente do CMN, Nelson Cadavez, manifestou a sua surpresa e profunda preocupação com a exoneração do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural Amândio Torres por ser um homem “de visão estratégica e profundo conhecedor do sector da caça, durante o seu exercício governativo esforçou-se sempre por alcançar os mais amplos e genuínos consensos em torno das mais importantes matérias e indispensáveis decisões para o desenvolvimento futuro da caça em Portugal”.
Outro dos assuntos em destaque foi o apelo à urgência política e administrativa da publicação dos diplomas legais que visam combater a evasão fiscal no sector, o furtivismo, clarificar a real representatividade das Organizações do Sector da Caça e ainda a implementação de práticas de gestão cinegética tendencialmente profissionalizadas.
“Não o fazer em tempo útil é puramente admitir que tudo o que foi bem feito pelos anteriores governos está bem feito, e isso é excelente, é sinal de maturidade democrática, assumir que nada há para melhorar e deixar tudo como está, isso é péssimo, é sinal de incapacidade e irresponsabilidade política”, afirma Nelson Cadavez.
Foi ainda realçado o trabalho da equipa técnica do ICNF, liderada por Rogério Rodrigues, que em pouco mais de um ano preparou uma série de dossiers, para os quais o CMN deu o seu contributo especializado em matéria de caça maior.
“A informação que temos é, já estando as mesmas trabalhadas e apresentadas, que esperamos uma breve publicação para que possam ser postos em prática os entendimentos que as organizações da caça pretendem para o sector”, explica Rogério Rodrigues.
Também foi destacado o trabalho da deputada na Assembleia da Républica, Júlia Rodrigues, enquanto membro coordenador do seu Grupo Parlamentar na Comissão de Agricultura e Mar pelas “suas convicções na defesa intrangisente dos valores do “Mundo Rural”, pela sua formação e preparação esclarecida que teve um papel decisivo na derrota de um conjunto de propostas sob a forma de Projecto de Lei que visava e visam no limite e a prazo acabar com a caça”.
O presidente da Associação Florestal de Trás-os-Montes e Alto Douro (AFTM) expressou a sua preocupação acerca do elevado efectivo de javalis existentes.
“O CMN, a AFTM, a Associação Portuguesa da Biodiversidade Cinegética e a Associação Portuguesa de Matilhas de Caça Maior partilham um profunda preocupação no que diz respeito à protecção civil daquilo que está a acontecer com o javali. O aumento do efectivo de javalis, o aumento do número de ocorrências de acidentes com esses animais nas estradas e o prejuízo que causam aos agricultores faz com que a responsabilidade das nossas actividades seja cada vez mais assertiva para controlar a verdadeira “praga” destes animais, constituindo assim um autêntico serviço público”, refere António Manuel Coelho.

Prémios CMN

O Jantar Anual de Entrega de Prémios é um dos pontos altos das actividades do CMN que se esforça para proporcionar aos seus associados e famílias momentos de lazer e descontracção. As cerca de duas centenas de pessoas que estiveram no evento desfrutaram, além de um agradável jantar também de momentos de convívio desta grande família que é o Clube de Monteiros do Norte.
Para além do prémio de Mérito que é da responsabilidade da direcção do Clube, distingue um Monteiro, pelo seu comportamento ético, pela sua postura e pela sua actividade na defesa e promoção da caça maior e conservação da vida selvagem. Uma Zona de Caça, pela qualidade da sua gestão cinegética da caça maior reflectida na relação de n.º de postos de caça/quantidade/qualidade dos seus efectivos populacionais e troféus cobrados. Uma Matilha de Caça Maior pela bravura, empenho e dedicação no montear, assim como pela apresentação e trato do matilheiro e zelo no tratamento dos seus cães.
Para a categoria Monteiro do Ano foram nomeados: António José de Sousa Moreira, Horácio Reinaldo Marques Alves e Paulo Rui Rodrigues Valbom. Na categoria de Macha do Ano foram nomeadas: Agrobom (Alfândega da Fé), Canelas (Peso da Régua) e Morais (Macedo de Cavaleiros). Na última categoria a votos para a eleição da Matilha do Ano foram nomeadas: a Matilha Diamante, a Matilha Morgado e a Matilha Navalheira.
O prémio Monteiro do Ano foi entregue a António Moreira. A Matilha eleita foi a Matilha Morgado e a Mancha do Ano foi a de Morais (Macedo de Cavaleiros).
Além da entrega de prémios, o CMN promoveu a recolha de bens alimentares infantis que foram doados à HELPO.
O CMN agradeceu, na pessoa do seu presidente, ao patrocinador da última edição do Encontro Venatório a Valbom Sportcaça, assim como todo o apoio da Eurofumeiro às actividades do Clube nestes últimos três anos, ambas empresas de Mirandela.
Outro agradecimento especial foi dirigido à AFTM, ao seu presidente António Manuel Coelho e a toda a sua equipa, pela cooperação e apoio técnico que muito contribuiu para a representatividade e intervenção responsável do CMN que é agora uma das mais activas e consolidadas organizações do sector da caça.

Encontro Venatório em Mirandela

Mirandela vai acolher o XXXII Encontro Venatório do Nordeste Transmontano.
Para o presidente do município de Mirandela este é um evento importante não só sob o ponto de vista cinegético mas também económico e turístico.
“Nós temos diversos níveis de promoção do sector cinegético, do ordenamento e das zonas de caça nomeadamente dos eventos que elas vão organizando mas o Clube de Monteiros do Norte é um clube de referência que abarca toda a região Norte. Tem realizado eventos de grande qualidade que atraem naturalmente sob o ponto de vista turístico um conjunto de pessoas que contribuem para o desenvolvimento da caça e da região”, refere António Branco.
Segundo o presidente do Clube de Monteiros do Norte, a escolha deste território representa um “profundo compromisso” de realizar o melhor evento de sempre.
“Mirandela, a par do desenvolvimento das suas valências, tem reafirmado também nos últimos anos a sua histórica vocação venatória, onde a autarquia tem assumido uma acção decisiva. Temos como objectivo fazer do próximo Encontro Venatório em Mirandela o mais grandioso de sempre”, afirma Nelson Cadavez.
O Encontro Venatório do Nordeste Transmontano é a grande e mais antiga festa dos caçadores amantes da caça maior ao javali com fortes tradições na actividade venatória do Nordeste Transmontano – é o coroar da época venatória em festa.

Calendário Venatório

O vice-presidente do CMN, Rui Cepêda, apresentou o próximo calendário venatório que promete jornadas de caça de elevada qualidade.
“Este ano vamos sair um pouco da nossa zona de “conforto”. Temos uma primeira montaria em Vale Benfeito (Macedo de Cavaleiros), a segunda em Mata de Lobos (Figueira de Castelo Rodrigo), o Encontro de Matilhas vai-se realizar em Morais, Castro Roupal, Gralhós e Talhinhas (Macedo de Cavaleiros), o Encontro Venatório será em Mirandela, na mancha de Vale Verde/Barcel e no segundo dia na mancha de Sucçães, e a finalizar a época temos a montaria de Vale Pereiro/Agrobom (Alfândega da Fé) que é uma das manchas emblemáticas da região transmontana”, conclui Rui Cepêda.

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