32º Encontro Venatório do Nordeste Transmontano com elevada participação

capa encontro venatorio 2018

Dois dias intensos de muito convívio, confraternização, jornadas de caça e excelente gastronomia. Assim se resume a 32ª edição do Encontro Venatório do Nordeste Transmontano que se realizou, nos dias 24 e 25 de Fevereiro de 2019, no concelho de Torre de Moncorvo.

Foi a edição mais participada de sempre, cerca de 1000 pessoas oriundas de todo o país e da vizinha Espanha estiveram reunidas na União de Freguesias de Adeganha e Cardanha em duas Montarias que resultou num belo quadro de caça, 72 javalis.
O sol radiante de Sábado, logo pela manhã, já prometia um ambiente incrível. Durante as inscrições os participantes aproveitaram para se cumprimentarem e conversar enquanto não chegava hora do “mata-bicho”, que, diga-se, foi bem recheado, incluía fumeiro transmontano, carne grelhada, queijo, frutos secos e, para aconchegar, uma canja de galinha bem quente.
Foram dadas as boas-vindas aos participantes na sessão de abertura da Montaria por parte do presidente do Clube de Monteiros do Norte (CMN) que enalteceu a antiguidade do evento, que teve início em 1985 sob alçada do Estado. “A antiguidade deste evento e a sua crescente evolução demonstra a importância do sector da caça no mundo rural como alavanca de desenvolvimento e dos produtos endógenos das regiões”, refere Nelson Cadavez acrescentando que o Encontro Venatório “tem futuro, assim como a actividade cinegética”.
O presidente do CMN aproveitou a ocasião para agradecer às entidades envolvidas, Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, União de Freguesias da Adeganha e Cardanha, Quinta da Terrincha e seus proprietários, família Seixas Pinto, e fez um agradecimento ao José João Moreira, zelador da mancha, com mais de 1500 hectares, e que, mesmo não sendo caçador, fez um trabalho exímio.
O presidente da Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses, Castanheira Pinto, também marcou presença e destacou a capacidade de organização do CMN num Encontro desta dimensão. “Este evento tem um valor enorme quer social quer económico mas este valor tem de ser mensurável e já está a iniciar-se, a nível nacional, um estudo nesse sentido”, avança.
Álvaro Amaro, ex-secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural e actual presidente da Câmara Municipal da Guarda, só não participou na primeira edição deste evento, salientou que o CMN tem aliado a componente desportiva à económica. O decréscimo no número de caçadores deve ser invertido para o bem do mundo rural e para isso considera necessário apostar na educação cinegética nas escolas por parte das organizações do sector. Relembrou também que, já na década de 90, no âmbito das suas responsabilidades políticas, encomendou um estudo à Direcção-Geral de Florestas para apurar a quantidade de dinheiro gasto pelos caçadores em Portugal e já nessa época era um valor muito significativo, 150 milhões de euros.
Foi nomeado Rui Cepêda, ex-diretor do CMN, para diretor de Montaria a quem coube dar as instruções de segurança como é habitual. Mostrou também o seu contentamento pela evolução do Encontro e também “pelo ambiente fantástico que proporciona aos participantes, porque vai muito além do que é o acto venatório”.
As armadas saíram e os caçadores foram colocados nos seus postos, de onde tinham uma paisagem absolutamente incrível, trouxeram 42 javalis.
No regresso, tinham à sua disposição vários expositores de produtos regionais e um lanche.
O auge do momento social fez-se na Quinta da Terrincha com o jantar e muita animação. Os filhos dos sócios desfilaram com roupas e acessórios de caça num desfile patrocinado pela loja Valbom Sport Caça. No final foi, ainda, sorteada uma carabina.
A secretaria de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural esteve representada pelo presidente do ICNF, Rogério Rodrigues, que se mostrou também muito agradado pela moldura humana que se gerou em torno deste evento.
A directora regional de Agricultura e Pescas do Norte, Carla Aves, também fez parte deste momento social assim como o autarca de Vila Flor, Fernando Barros.
O vice-presidente de Torre de Moncorvo, Víctor Moreira, agradeceu à organização pois este é um pilar fundamental para o desenvolvimento do Turismo no concelho. “Este é um evento que mostra, sem dúvida, as boas práticas que aqui estão implementadas. Esta é uma aposta que traz para nós, autarquia, a responsabilidade de manter”, conclui.
No dia de Domingo, o sol voltou a brilhar e o espírito manteve-se com outra Montaria, cujo diretor de Montaria foi Paulo Valbom e resultou em mais 30 javalis.
A data do próximo Encontro Venatório será anunciada na Gala de Entrega de Prémios CMN que decorre no Verão.

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